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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Jesus nasceu para ser o nosso Rei e Salvador

              


O Evangelho de Jesus nos diz que sua vida e morte testemunham a natureza inigualável de sua realeza e Reino. Mas o que seu nascimento nos diz? Jesus é o único qualificado para ser Rei.
Mateus traça a linhagem de Jesus através de José (Mt 1,1-17), um descendente de Davi (Mt 1,6), uma vez que somente um filho de Davi poderia reinar como Messias (Salmo 89,3-4). Lucas traça do mesmo modo a linhagem de Maria até Davi (Lc 3,23-31), assim qualificando duplamente Jesus para ser o Messias. Contudo, o Messias precisa também ser o Filho do Céu (Salmo 2,7). Pela virgindade de sua mãe, Jesus nasceria como o único Filho de Deus. O anjo Gabriel assegurou a Maria que o “poder do Altíssimo” (Lc 1,35) lhe daria a capacidade de conceber sendo virgem (Mt 1,20). E, “por isso, o ente santo” poderia ser “chamado Filho de Deus” (Lc 1,35).
O nascimento de Jesus demonstra Sua divindade. Anjos disseram a Maria (Lc 1,26-38) e a José (Mt 1,18-23) que seu “Filho do Altíssimo” era mais do que apenas um filho. Antes, ele seria o Filho unigênito de Deus (Jo 3,16), chamado apropriadamente “Emanuel”, ou seja, “Deus-conosco” (Is 7,14; Jo 1,14).
E Jesus reinaria sobre a casa de Jacó reconstruída (Lc 1,33; At 15,16-18). Desde que Ele receberia quem quer que o temesse e fizesse o que é reto (At 10,35), essa casa consistiria de judeus e de gentios. Ele concederia a todos os seus cidadãos uma igualdade e comunhão que o mundo jamais tinha conhecido (Gl 3,28), pois Ele seria boa nova “para todo o povo” (Lc 2,10).
Todavia, Jesus não reinaria como um tirano, mas como Salvador. Ele salvaria “seu povo dos pecados deles” (Mt 1,21), trazendo a eles a maior paz de todas: a paz com Deus (Rm 5,1). Ele salvaria, não subjugaria. Desde que seu Reino também traz salvação (At 2,23-24), Ele não poderia ser Rei se não fosse Salvador (Zc 6,12-13; Hb 1,3). Portanto, desde que Ele salva, Ele na verdade tem que reinar (At 2,33-36).
O modo de Seu nascimento mostra como Ele é inigualável. A maioria dos reis nascem no luxo e na riqueza. Porém, não este. Suas faixas não foram de fina púrpura nem seu berço de ouro. Em vez disso, uma manjedoura serviu como sua cama. Esse Rei humilde fez uma entrada quieta e não pretenciosa para aquelas pessoas de humildade incomum que seriam Seus cidadãos.
Os anjos não anunciaram o nascimento d’Ele aos poderosos e prestigiados, mas aos pastores. Eles, humildemente, vieram “apressadamente” para encontrar “a criança deitada na manjedoura”. Encontrando-o, eles glorificaram e louvaram a Deus. Para os corações que respondem, como os desses pastores, em fé confiante nas Palavras de Deus, Jesus seria Rei.
Entretanto, esse Rei seria tanto “para ruína como para levantamento” (Lc 2,34). Porque a maioria rejeita Sua mensagem (Jo 1,11), eles caem enquanto outros sobem a “lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2,6) pela obediência à Sua vontade (Mt 5,19). Até mesmo seus pais representam o tipo de cidadãos que pertenceriam ao seu Reino: justos, amorosos, puros e obedientes.
Seguindo a estrela até Herodes, homens sábios do Oriente aprenderam com o profeta Miquéias que o Messias nasceria em Belém. Eles entraram na casa (não estábulo) e viram o menino (não o recém-nascido) (cf. Mt 2,11). Portanto, esses homens possivelmente viram Jesus antes de Seu segundo ano de idade, em vez de vê-Lo na manjedoura, porque Herodes informou-se com os homens sábios “quanto ao tempo em que a estrela aparecera” (Mt 2,7) e, mais tarde, matou crianças de dois anos para baixo (Mt 2,16).
Até mesmo os visitantes do Oriente tipificam os cidadãos do Reino. Dispostos a fazer uma viagem longa e árdua só para vê-lo, eles O adoraram (Mt 2,11). Eles trouxeram dádivas adequadas a um rei: ouro, uma dádiva comum à realeza (1 Rs 10,14-22); incenso, frequentemente ligado com adoração a Deus (Lv 2,1-16); e mirra, uma especiaria tipicamente cara usada na adoração (Êx 30,23-33), na aromaterapia (Salmo 45,8) e no embalsamamento (Jo 19,39).
Nós também precisamos chegar alegremente ao nosso Rei e oferecer nossos corpos “por sacrifício vivo, santo, que é o vosso culto racional” (Rm 12,1). Seu nascimento valida Seu direito ao trono de Davi, Sua divindade, Seu domínio internacional e até a natureza de Seu Reino. Mas o que os pais, os pastores e os homens sábios demonstram é que nada menos do que corações submissos e vidas obedientes são suficientes para esse Rei, que eleva corações humildes à glória, no Reino dos Céus.
Pai, dá-me um coração de pobre que me permita contemplar o nascimento de Seu Filho Jesus, que viveu pobre para ser solidário com os pobres.
Padre Bantu Mendonça

Feliz Natal!


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Encerramento do PLC e do Cerco de Jericó no Ginásio em Caarapó atrai milhares de fiéis


Encerramento do Cerco de Jericó no Ginásio em Caarapó atrai milhares de fiéis
Em uma grande demonstração de Fé, mais de 3.000 pessoas se reuniram no Ginásio Municipal de Esportes, para Celebrar o Encerramento do PLC, a Investidura de vinte e cinco novos Ministros Extraordinários da Santa Eucaristia e do Cerco de Jericó.

Da direita Olavo (Caarapó), Israel (Aral Moreira) e Humberto(Amambaí)

Renato coordenador dos Ministros da Eucaristia e Padre Pedro Alves Mendes
Segundo Olavo, que é o coordenador foranial da Pastoral Familiar, pastoral esta responsável pela realização do 1º PLC da Forania de Amambaí, “nós da pastoral familiar só temos a agradecer a Deus, ao Padre Pedro e a todos que nos ajudaram na realização deste primeiro PLC, foram dois dias e meio onde pudemos vivenciar a presença de Deus junto com esses homens que tiveram a coragem de dizer seu Sim ao convite feito por tantos e especialmente por Deus.”, este primeiro PLC contou com a presença de fiéis de Caarapó, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Fátima do Sul e Amambaí. Renato coordenador Foranial dos Ministros da Eucaristia, comentou que “foram vários meses de preparação, vários encontros aqui e em outras paróquias para chegarmos até esse dia onde nossa paróquia ganha do Senhor vinte e cinco novos operários para a messe, são homens e mulheres comprometidas com sua Igreja e que desejam doar seu tempo ao serviço do Senhor”.
Retirado do site http://paroquiasbj.com.br

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Você precisa cortar toda infidelidade da sua vida


Veja a situação em que estava José: Maria recebeu a anunciação do anjo, mas não pôde dizer nada a seu esposo [sobre o que havia sido anunciado a ela]; não tinha como explicar. Impelida pelo Espírito Santo, ela foi para a casa de Isabel e permaneceu lá até o nascimento de João Batista. A Virgem Maria foi até a casa de sua prima para ajudá-la e ficou lá até a quarentena de Isabel. Quando ela voltou, estava com sinais claros da gravidez. Imagine a situação de José! Ela não sabia explicar; ele confiava nela, e mais que isso, ele a amava profundamente, mas não tinha sido ele quem havia concebido a criança. 

"O que aconteceu? Foi na viagem? Foi lá no tempo em que ela esteve na casa de Zacarias cuidando de Isabel?" O fato é que ela estava grávida e a criança não era dele. Você que é homem, tente imaginar essa situação acontecendo com você. Ainda mais naquele tempo, no qual existia um costume cruel: a mulher que engravidasse de um homem, que não fosse seu marido, e principalmente se fosse no tempo de preparação para o casamento, era apedrejada - o casamento dos judeus era em dois tempos: eles casavam, mas o homem ia preparar a casa e a mulher ia para a casa dos pais preparar o enxoval. Claro que, nesse tempo, eles não mantinham relações conjugais. E foi, nesse tempo, que aconteceu tudo com Maria. A Lei dizia que, especialmente nesse tempo, era uma infidelidade muito grande a mulher ter relação com outro homem qualquer e engravidar. Então, essas mulheres eram cruelmente apedrejadas.



"Homem, está na hora de você retomar, assumir novamente as rédeas da sua casa", exorta monsenhor Jonas


O Evangelho mostrou o que fez José. Ele pensou em despedir secretamente Maria, porque ele a amava, mas, diante daquela situação tão dolorosa, o Senhor veio em auxílio dele e, durante o sonho, um anjo lhe apareceu e lhe explicou tudo: "Não temas receber Maria por tua esposa, porque Aquele que nela foi concebido foi por obra do Espírito Santo". 

Você acreditaria em um sonho assim? José acreditou, porque amava Deus e era obediente; então, logo que acordou, já obedeceu ao Senhor e fez aquilo que o anjo lhe havia dito, aceitou Maria como esposa. José, além de ser um homem de fé, era também obediente ao Senhor. 

Meus irmãos, esta é a Palavra de Deus para todos nós: precisamos ser homens e mulheres de fé. O Senhor tem as rédeas deste mundo nas mãos. Acredite n'Ele, porque Ele é Deus! É o Todo-Poderoso, nos ama e é cheio de misericórdia, por isso é importante obedecer a Deus Pai. 

Dê uma "olhadinha" para si mesmo e veja como você é desobediente a Deus! Sem falar nos que são desobedientes ao Senhor e nem sabem o que querem dizer os mandamentos d'Ele, acham que tudo isso é uma coisa antiquada. Quantos de nós, cristãos, frequentamos a igreja, oramos, conhecemos a Palavra de Deus e, na prática, somos desobedientes aos mandamentos d'Ele. Graças a Deus, José foi obediente!

Agora, eu falo muito especialmente aos homens: Deus constituiu você para ser o melhor pai do mundo. Não melhor do que os outros, mas o melhor pai do mundo para seus filhos, para a sua família, até o ponto de se expor pela sua esposa, como José se expôs quando descobriu a gravidez de Maria assumindo o Filho dela. Que você ame, realmente, seus filhos e se entregue por eles! Que você seja o cabeça do seu lar, homem firme, homem honesto, de palavra, homem de fidelidade, porque, hoje, o mundo está nos ensinando lições de infidelidade. 

Parece que ser infiel à esposa é "normal", ter casos por aí, prostituir-se, ter amante parece ser uma "glória". Até mesmo você, que já tem certa idade para mostrar que é viril, que é potente, além de ter a sua esposa, tem os seus casos, a sua amante... Meu irmão, você não sabe o estrago que está fazendo! Você está fazendo uma rachadura nos alicerces da sua casa. Saiba que você não é infiel somente à sua esposa, mas a toda sua família e também aos seus filhos, e a sua casa poderá cair na cabeça de vocês a qualquer hora. 

Hoje, Deus está lhe dizendo para viver na fidelidade, para ser fiel à sua esposa, aos seus filhos, à sua família; por tudo isso, ser fiel a Deus para ser o melhor pai do mundo.

Está na hora de retomar, assumir novamente as rédeas da sua casa. Quanto filho se perdendo por aí, porque o pai é um "banana", pensa em mil coisas. O pai está no jornal, o pai está na TV, andando com os amigos, está no botequim, mas não tem as rédeas da casa, da família, nas mãos. Deus o constituiu cabeça do lar, não deixe tudo para sua esposa. Graças a Deus que elas têm aguentado tudo sozinhas, pois o papel delas é ser o coração, não a cabeça. A cabeça é você, você precisa assumir o seu lugar de cabeça do lar.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Para refletir sobre o casamento!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Cristo vem transformar o mundo numa terra de paz e de verdadeira alegria


O terceiro domingo do Advento tem um sabor de alegria. É o “domingo da alegria”, pedagogicamente colocado pela Igreja nesta proximidade do Natal. É como quem está fazendo uma viagem e, depois de uma boa caminhada, avista além da última curva da estrada o lugar para onde está viajando. Que alegria! E esse lugar para onde vamos caminhando é o Natal. É o nosso encontro com Deus, com o Messias, o Deus-conosco que veio morar em nossa terra: “Alegrai-vos, O Senhor está perto”.
A alegria é tão grande que, a Liturgia, para bem expressá-la, vai buscar uma página de Isaías, onde se fala da volta do exílio. É como se a Palestina, terra tradicionalmente árida como o deserto e a estepe, se cobrisse de uma exuberante vegetação, e por toda parte brotassem as flores, lembrando a majestosa beleza do Líbano e do Carmelo. Só mesmo Isaías, grande profeta e grande poeta, sabe dizer as coisas com tão cativante beleza.
Cristo vem transformar o mundo numa terra de paz e de verdadeira alegria. Isaías o diz com expressões vigorosas. Prevê os cegos recuperando a vista, os surdos recuperando a audição,  os paralíticos readquirindo os movimentos, e até os mortos ressuscitando. E, particularmente precioso no meio de tudo isso, a Boa-nova sendo anunciada aos pobres. Tudo isso está no Evangelho, no lugar onde Jesus mostra aos discípulos de João Batista o que estava acontecendo ao redor dele. Era a resposta concreta que dava a esses discípulos, que lhe vinham perguntar se ele era o Messias ou se deviam esperar outro.
Notemos que as curas e as ressurreições anunciadas por Isaías são apenas sinais da ampla transformação moral que a doutrina de Jesus, vivificada pela sua morte e ressurreição, vinha realizar no mundo. A humanidade é como a terra árida do deserto, onde brotam os espinhos do pecado e de toda a maldade. Sobre ela cai a chuva do céu trazida por Jesus – gotejai, ó céus lá do alto, derramem as nuvens a justiça, e o mundo se transforma. Tudo são flores de vida e de virtude.
Essa transformação não acontece de repente. Ela pede de nós uma longa paciência: “Como a do agricultor que espera o precioso fruto da terra, aguardando pacientemente as chuvas do outono e as da primavera”.
Há um belo provérbio europeu que diz que os moinhos de Deus moem devagar. E é assim mesmo. Nós que vivemos num mundo caracterizado pelo ritmo da velocidade, da eletrônica, da informática, não sabemos mais descobrir como tudo o que se refere à vida, à saúde, à educação, ao cultivo do espírito tem que ser feito com respeitosa tranquilidade. Uma árvore não cresce de repente. Uma criança não se educa de repente. Não se faz um santo de repente. E, para sermos bem práticos, não se reforça de repente uma sociedade, sobretudo, quando nela cresceram e se desenvolveram longamente a corrupção e a irresponsabilidade. É preciso um trabalho persistente e confiante, onde todos colaborem. Com seriedade, com perseverança, com iluminada esperança.
E temos que dizer que esse é o trabalho que o Cristianismo se empenha em realizar ao longo dos séculos. E temos que reconhecer, sem falso otimismo, que muita coisa melhorou no mundo. No relacionamento das pessoas, na superação do radicalismo, no reconhecimento dos valores de cada um, na capacidade de diálogo, inclusive diálogo entre as nações, deixando cada vez mais para trás o recurso à guerra como único caminho para se resolverem os conflitos, no respeito à própria natureza, crescendo sempre mais a consciência de que é preciso defender os bens que são de todos, como a água, o verde e até o silêncio e a harmonia. E, se muita coisa continua errada – como atestam os assaltos e as violências de todo tipo – é porque os homens não estão aceitando a proclamação do Evangelho.
É porque nós, cristãos, não sabemos ser esse fermento na massa que modifica o mundo numa santificadora levedação espiritual. Não sabemos ser essa luz que ilumina pelo exemplo de sabedoria. Não sabemos ser o sal que tempera a sociedade com o sabor do bem e da virtude. Temos que aprender de São João Batista a não sermos caniços que o vento dobra, nem criaturas cheias de vaidade.
Espírito que converte para Deus, que eu permaneça atento aos apelos de conversão que me são dirigidos, para merecer ser acolhido no Reino proclamado pelo Messias Jesus.
Padre Bantu Mendonça